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Compreender o consumo no setor doméstico

O consumo de energia no setor doméstico ou, por outras palavras, o consumo das nossas casas, representa cerca de 18% do consumo total de energia final em Portugal. Este consumo ocorre em diferentes formas de energia: eletricidade (frigorífico, televisão, computadores, etc), gás natural e gás propano (fogão, aquecimento de águas sanitárias), lenhas e resíduos vegetais, gasóleo de aquecimento, entre outros.

Que quantidade de energia consumimos?

O avanço da tecnologia tem permitido o aparecimento de equipamentos cada vez mais eficientes, desde frigoríficos e máquinas de lavar roupa a sistemas de iluminação, climatização e de aquecimento de água.

Sistemas e equipamentos mais eficientes permitem uma redução do consumo energético e, portanto, uma fatura mais reduzida. Mas, ainda assim, como tem evoluído o consumo doméstico em Portugal ao longo dos anos?

Os dados mais recentes relativos ao período 2008-2018 evidenciam ligeiras variações no consumo de energia deste setor, como se pode verificar na figura 1. A crise económica teve certamente impacto nos consumidores, observando-se uma descida do consumo entre 2009 e 2013. No ano seguinte, observa-se alguma recuperação, no entanto o consumo no setor doméstico não volta a atingir valores semelhantes aos de 2008/2009.

Na última década, o consumo doméstico diminuiu em mais de 10%, o que é bastante relevante, considerando que neste mesmo período o número de alojamentos residenciais aumentou cerca de 7%, como se pode ver na figura 2.

  • ktep

Figura 1 – Evolução do consumo energético no setor doméstico em Portugal (Fonte: Observatório da Energia)

  • Número de alojamentos (em milhões)

Figura 2 – Evolução do número de alojamentos em Portugal (Fonte: INE)

Assim, ainda que existam mais alojamentos em 2018, eles consomem menos energia do que os alojamentos existentes em 2008.

A melhoria da construção do edificado residencial na sua vertente energética (melhor qualidade dos elementos construtivos, ganhos térmicos, etc.), bem como, a aquisição de eletrodomésticos energeticamente mais eficientes e uma maior consciencialização por parte das famílias no que respeita aos desperdícios energéticos nas suas casas, poderão ser entre outros, fatores/contributos que estão na base da melhoria do desempenho energético do setor residencial em Portugal.

Que tipo de energia consumimos?

Já sabemos que a quantidade de energia consumida no setor doméstico está dependente de um conjunto variado de fatores, desde tecnológicos a económicos e demográficos. Mas que tipo de energia consumimos nas nossas casas?

No ano 2018, 39% da energia consumida no setor doméstico foi sob a forma de eletricidade e 37% foi proveniente de fontes de energia renováveis, incluindo a energia solar térmica, a lenha e resíduos vegetais e as bombas de calor. Em menor quantidade, perfazendo 15% do consumo total, vêm os produtos do petróleo, entre os quais o GPL (como o gás butano) e o gasóleo de aquecimento. Por fim, temos o gás natural com 9%.

E há 10 anos atrás, consumiamos as mesmas formas de energia?

  • Produtos do Petróleo
  • Energias Renováveis (sem eletricidade)
  • Eletricidade
  • Gás Natural

Figura 3 – Percentagem da fonte de Energia em 2008 (Fonte: Observatório da Energia)

  • Produtos do Petróleo
  • Energias Renováveis (sem eletricidade)
  • Eletricidade
  • Gás Natural

Figura 4 – Percentagem da fonte de Energia em 2018 (Fonte: Observatório da Energia)

Como se observa nas figuras 3 e 4, houve ligeras alterações no consumo de energia no setor doméstico nos últimos 10 anos. Entre estas, importa destacar a evolução do consumo das energias renováveis sem eletricidade. Ainda que, uma década depois, a quota se mantenha a 37%, as fontes das quais provém a energia renovável mudaram.

  • Solar Térmico
  • Lenhas e Resíduos Vegetais

Figura 5 – Percentagem das Energias Renováveis (sem eletricidade) em 2008 (Fonte: Observatório da Energia)

  • Solar Térmico
  • Lenhas e Resíduos Vegetais
  • Bombas de Calor

Figura 6 – Percentagem das Energias Renováveis (sem eletricidade) em 2018 (Fonte: Observatório da Energia)

Em 2008, as lenhas e resíduos vegetais, utilizadas na produção de  águas quentes para climatização e nas águas quentes sanitárias representavam praticamente todo o consumo das fontes de energia renovável do setor doméstico. A energia solar térmica, utilizada essencialmente para aquecimento de águas sanitárias, viu a sua quota duplicada, passando de 2% em 2008 para 4% em 2018.

Houve também a introdução das bombas de calor como fonte de energia renovável, passando a representar e 25% do consumo total de renováveis no setor doméstico em 2018. Assim, as lenhas e resíduos vegetais, que representavam 98% do consumo de renováveis em 2008, passaram a representar 71% em 2018.

 

Para mais informações visite o Observatório da Energia.

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