Poupar na fatura

Dúvidas

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Agentes de mercado
Comercializadores

Os comercializadores de energia elétrica e gás natural são as entidades que vendem eletricidade e/ou gás natural ao consumidor final, sendo o preço de venda praticado determinado por cada comercializador a operar no mercado de Portugal Continental.

Com a liberalização do mercado de energia elétrica e gás natural, o consumidor final passou a ser livre de escolher o comercializador que mais se adequa às suas necessidades, podendo mudar as vezes que quiser, desde que não essa alteração não seja simultanea com outro processo de mudança de comercializador.

Consulte a lista de comercializadores  a operar no mercado doméstico de Portugal Continental.

Comercializadores de Último Recurso (CUR)

Os comercializadores de último recurso (CUR), são entidades titulares de licença de comercialização responsáveis por efetuar o fornecimento de energia elétrica e/ou gás natural, mediante a aplicação de tarifas definidas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

 

Os CUR podem fornecer energia elétrica e/ou gás natural a:

  • Consumidores finais com contratos ativos, enquanto forem aplicáveis as tarifas reguladas ou as tarifas transitórias legalmente previstas pela ERSE;
  • Consumidores economicamente vulneráveis;
  • Consumidores cujo comercializador em regime de mercado tenha ficado impedido de exercer a atividade;
  • Consumidores localizados onde não exista oferta pelos comercializadores de eletricidade ou gás natural em regime de mercado.

Consulte a lista dos CUR de eletricidade e gás natural que operam no mercado de Portugal continental.

 

Para mais informações sobre estes operadores, consulte o Decreto-Lei n.º 29/2006, de 15 de fevereiro, e o Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto, com as alterações introduzidas pelos Decretos-Lei n.º 215-A/2012 e Decreto-Lei n.º 215-B/2012 de 8 de outubro, o Decreto-Lei n.º 30/2006, de 15 de fevereiro, e o Decreto-Lei n.º 140/2006, de 26 de Julho, e o Regulamento das Relações Comerciais publicado pela ERSE.

OLMC

ADENE – Agência para a Energia é a entidade incumbida de exercer a atividade de Operador Logístico de Mudança de Comercializador (OLMC).

O OLMC tem a “incumbência de garantir que o processo de mudança de comercializador de eletricidade e gás natural pelo consumidor final seja efetuada de forma célere, baseada em regras e procedimentos simples, transparentes, padronizados e desmaterializados, assim como assegurar a efetivação do direito à informação dos consumidores“.

 

Poderá encontrar mais informação sobre a atividade do OLMC no Decreto de Lei 38/2017, de 31 de março.

Operadores das redes de distribuição

Eletricidade

Os Operadores das Redes de Distribuição (ORD) são as entidades concessionárias da Rede Nacional de Distribuição (RND) ou de redes em Baixa Tensão, que exercem a atividade de distribuição de eletricidade.

 

Pode consultar a informação sobre estas entidades na página da ERSE.

Gás Natural

Os Operadores das Redes de Distribuição (ORD) são entidades concessionárias ou licenciadas de distribuição de serviço público da Rede Nacional de Distribuição de Gás Natural (RNDGN), entidade responsável pela exploração, manutenção e desenvolvimento da rede de distribuição, em condições de segurança, fiabilidade e qualidade de serviço, numa área geográfica específica.

 

Pode encontrar mais informação sobre estas entidades na página da ERSE.

Operadores das redes de transporte

Operador da rede de transporte: é a entidade concessionária da Rede Nacional de Transporte (RNT). Além do transporte de eletricidade, desempenha a função de Gestor Global do Sistema.

Distribuição geográfica ORDs Gás Natural

Gás Natural

 

Fonte: ERSE

rede gas
Operadores de terminal de receção, armazenamento e regaseificação (gás natural)

Operadores de terminal de receção, armazenamento e regaseificação de Gás Natural Liquifeito são entidades concessionárias do terminal de receção, com responsabilidade de assegurar a sua exploração e manutenção, bem como a sua capacidade de armazenamento e regaseificação, em condições de segurança, fiabilidade e qualidade de serviço.

Produtores (eletricidade)

Em Portugal apenas existem produtores de eletricidade; o  gás natural é, na sua totalidade, adquirido externamente.

Assim, existem:

Produtores em regime ordinário: são entidades titulares de licença de produção de eletricidade cuja atividade não está abrangida por um regime jurídico especial, com incentivos à utilização de recursos endógenos e renováveis ou à produção combinada de calor e eletricidade (cogeração).

Produtores em regime especial: são entidades titulares de licença de produção de eletricidade, atribuída ao abrigo de regimes jurídicos específicos, no âmbito da adoção de políticas destinadas a incentivar a produção de eletricidade através da utilização de recursos renováveis ou de tecnologias de produção combinada de calor e eletricidade (cogeração).

Benefícios Sociais
Tarifa Social

A Tarifa Social é um apoio atribuído pelo Estado a consumidores finais economicamente vulneráveis e é aplicada automaticamente pelos comercializadores de eletricidade e/ou gás natural.

Para mais informações sobre a Tarifa Social poderá consultar a página da Direção-Geral de Energia e Geologia ou através da Linha de Atendimento da Tarifa Social (808 100 808), nos dias úteis entre as 09h00 e as 19h00.

Eletricidade
O que é o CPE?

Código do Ponto de Entrega (CPE) é composto por 20 dígitos, duas letras correspondentes à identificação nacional “PT às quais acrescem 16 algarismos e por fim, mais duas letras.

Da mesma forma que o Cartão de Cidadão identifica uma pessoa, o CPE permite identificar uma instalação independentemente da sua utilização ou propriedade. 

Onde posso encontrar o CPE?

Pode ser encontrado em qualquer fatura de eletricidade, independentemente do comercializador com o qual tenha contratualizado o serviço de fornecimento.

Alternativamente, caso não possua nenhuma fatura, poderá contactar o distribuidor de eletricidade do distrito ao qual pertence a morada do local a ser fornecido (na maioria dos casos, trata-se da EDP Distribuição) e solicitar essa informação, mediante prévia identificação como titular.

Quem contactar para assistência no caso de avarias?

O Operador da Rede de Distribuição (ORD) é obrigado a assegurar toda a assistência técnica, independentemente do comercializador com quem tenha celebrado o seu contrato de eletricidade. Pode consultar a informação sobre estas entidades na página da ERSE.

Assim, em caso de avaria na maioria do território nacional, poderá contactar o ORD (EDP Distribuição) através do número 800 506 506.

Como enviar as leituras de consumo?

O consumidor deve enviar as leituras do contador com frequência, para evitar faturações por estimativa.

Nas faturas do seu comercializador, deverá encontrar referência ao período para envio das suas leituras.

Poderá proceder às leituras na página do seu distribuidor ou através do telefone 800 507 507.

Quem é responsável pela leitura dos contadores?

O Operador da Rede de Distribuição (ORD) é a entidade responsável pela realização da leitura dos contadores de energia elétrica.

A leitura é efetuada com uma periodicidade máxima de 3 meses.

Se ficar sem eletricidade quem devo contactar?

A qualidade de serviço é da responsabilidade do Operador da Rede de Distribuição (ORD).

Em caso de falha, deve contactar o ORD através do número 800 506 506.

Ciclos horários

Os ciclos horários definem os períodos do dia em que é cobrada a tarifa mais reduzida e a tarifa mais elevada (comparativamente com a tarifa simples). Existem duas opções: um ciclo diário para quem tem um consumo de eletricidade homogéneo ao longo da semana, e um ciclo semanal para quem usa a eletricidade com maior intensidade aos fins de semana.

 

Quais são as diferenças entre os dois ciclos?

Os dois ciclos disponíveis, diário e semanal, apresentam diferentes períodos em que poderá beneficiar de uma tarifa reduzida. Assim, tendo em consideração o seu perfil de consumo, deverá optar pelo ciclo que lhe permita maximizar o nível de poupança.
Para cada ciclo horário (diário ou semanal) há diferentes períodos horários que estão relacionados com a procura de eletricidade:

  • Ponta – altura com procura mais elevada;
  • Cheias – altura com procura em níveis intermédios;
  • Vazio – altura com procura de energia mais baixa.

Os clientes com tarifa tri-horária têm 3 períodos, horários. (Ponta, Cheias e Vazio).

Os clientes com tarifa bi-horária têm dois períodos, Vazio e Fora de Vazio (Ponta + Cheias).

Tarifas simples, bi-horária e tri-horária
  • Na tarifa simples o preço da eletricidade é igual em todas as horas do dia.
  • Na tarifa bi-horária o preço da eletricidade é mais reduzido nos períodos noturnos ou ao fim de semana e mais elevado nos restantes períodos.
  • Na tarifa tri-horária o preço da eletricidade é mais reduzido nos períodos noturnos ou ao fim de semana e mais elevado nos restantes períodos.

Poderá encontrar mais informação sobre as diferentes tarifas no artigo Tarifas e ciclos horários.

Tarifa Verde

Os tarifários verdes permitem ao consumidor ter a garantia de que é comercializada uma quantidade de energia proveniente de fontes 100% renováveis equivalente ao seu consumo anual.

De forma a garantir e comprovar este compromisso, deverá receber do seu comercializador um certificado que atesta a proveniência da energia e que comprova o contributo para a sustentabilidade energética.

Tarifas fixas e indexadas

Num tarifário fixo, praticado pela maioria dos comercializadores, é estabelecido um valor fixo para a tarifa aplicável durante um período definido (normalmente um ano). Estes tarifários apresentam como vantagem para o utilizador a maior previsibilidade na fatura de energia, uma vez que, nestes casos, o valor da fatura varia apenas em função do consumo de energia.

Num tarifário indexado, o valor da tarifa de energia é indexado ao preço de mercado diário de eletricidade (OMIE), o qual tem uma variação horária. Assim, neste tipo de tarifários, o consumidor vê refletido na sua fatura as variações do preço da eletricidade, com uma a margem comercial (spread) pela prestação do serviço de fornecimento de energia, definida pelo comercializador.

Adicionalmente, existem comercializadores que, com vista à redução do risco associado à tarifa indexada, definem tarifários em com base no preço da energia do mercado diário de eletricidade, estabelecendo, no entanto, um preço máximo a partir do qual a tarifa de energia não mais aumentará. Numa cenário destes, o cliente tem uma exposição mais limitada às variações do preço da energia no OMIE.

Gás Natural
O que é o CUI?

O Código Universal de Instalação (CUI) é composto por 20 dígitos, duas letras correspondentes à identificação nacional “PT” às quais acrescem 16 algarismos e, por fim, mais duas letras.

Da mesma forma que o Cartão de Cidadão identifica uma pessoa, permite identificar uma instalação ou infraestrutura de gás natural, independentemente da sua utilização ou propriedade.

Caso , seja efetuada uma nova ligação de gás natural, será necessário solicitar um novo CUI para essa instalação. 

Onde posso encontrar o CUI?

Pode ser encontrado em qualquer fatura de gás, independentemente do comercializador com o qual tenha contratualizado o serviço de fornecimento de gás natural.

Alternativamente, caso não possua nenhuma fatura, poderá contactar o distribuidor de gás do distrito a qual pertence a morada do local a ser fornecido (que não é a empresa comercializadora) e solicitar essa informação, mediante prévia identificação como titular. 

Escalões de consumo de gás natural

Existem 4 escalões de consumo de gás natural:

 

  1. até 220 m3/ano;
  2. de 221 a 500 m3/ano;
  3. de 501 a 1000 m3/ano;
  4. de 1001 a 10.000 m3/ano.

O escalão em que o utilizador é posicionado é definido com base nos últimos 12 meses de consumo (caso não exista um histórico de 12 meses de consumo, é realizada uma média com base nos meses de consumo existentes).

 

No artigo Gás Natural poderá obter mais informação sobre esta temática.

Como enviar as leituras de consumo?

O consumidor deve enviar as leituras do contador de gás natural com frequência, para evitar as faturações por estimativa, normalmente, mais dispendiosas. Caso o consumidor não efetue as leituras, estas são registadas pelo distribuidor com uma periodicidade máxima de 3 meses. Em cada fatura recebida virá mencionado o período de envio das suas leituras.

 

Poderá proceder às leituras através da sua área de cliente, através de aplicações móveis disponíveis em várias plataformas, ou através do telefone.

  • No caso de distribuidores de Gás Natural da Galp Gás Natural Distribuição, poderá fornecer as suas leituras aqui ou através dos seguintes números:
    Beiragás 800 507 514
    Dianagás 800 507 515
    Duriensegás 800 507 511
    Lisboagás 800 507 513
    Lusitaniagás 800 507 510
    Medigás 800 507 516
    Paxgás 800 507 517
    Setgás 800 507 512
  • No caso do distribuidor REN Portgás Distribuição, poderá fornecer as suas leituras aqui ou através do 800 500 330;
  • No caso do distribuidor Tagusgás, poderá fornecer as suas leituras aqui ou através do 800 25 2000;
  • No caso do distribuidor Sonorgás, poderá fornecer as suas leituras aqui ou através do 800 100 071.
Quem contactar para assistência no caso de avaria ou fuga?

O Operador da Rede de Distribuição (ORD) é obrigado a assegurar toda a assistência técnica, independentemente do comercializador com quem tenha celebrado o seu contrato de Gás Natural.

 

A reparação de avarias ou fugas será assegurada pelos vários distribuidores de gás natural.

 

Em caso de avaria, deve contactar o ORD. Os contactos necessários estão disponíveis no portal da ERSE.

Mercados regulado e livre
É necessário assinar o contrato?

Se efetuar a sua adesão por telefone ou através do website do comercializador, não é necessário assinar o contrato. Posteriormente à data de ativação, receberá uma carta a informar que o contrato já se encontra em vigor. A carta será acompanhada das condições gerais e particulares do seu contrato. A partir desse momento, o consumidor dispõe de um prazo de 14 dias para cancelar a instrução dada e anular o contrato. Não é imperativo que devolva o contrato, caso este tenha sido assinado. 14 dias após a data de receção das condições, e caso não manifeste vontade em anular o contrato, o fornecimento decorrerá dentro do normal.

Se efetuar a adesão numa loja ou espaço do comercializador, deverá proceder à assinatura do contrato.

Existe diferença no fornecimento de energia do mercado liberalizado?

Não, é exatamente igual. A mudança de comercializador é apenas uma transferência de relação comercial, pelo que no processo de mudança de comercializador não são alterados quaisquer equipamentos ou características da instalação de consumo, tais como a potência contratada ou o escalão de consumo (exceto se essa for a pretensão do consumidor).

O que são as tarifas transitórias?

Para que a adaptação dos consumidores possa ser gradual, subsiste a publicação de tarifas transitórias aprovadas pela ERSE. Estas tarifas incorporam um fator de agravamento de preços, com o objetivo de induzir a passagem dos clientes para o mercado livre. As tarifas transitórias podem ser revistas trimestralmente, em função das condições do mercado.
As tarifas transitórias são exclusivamente aplicáveis pelos comercializadores de último recurso.
Na circunstância de se cessar antecipadamente o período transitório para um determinado segmento de consumidores (i.é, mais de 90% desses consumidores já se encontrarem em mercado livre), a tarifa transitória deixará de existir para esse segmento.

Efetuar a mudança do mercado regulado para o mercado livre tem custos?

O processo de mudança de comercializador não tem qualquer custo associado e pode ser feito em qualquer altura.

Apenas o tarifário será alterado, de acordo com o comercializador que escolher.

As alterações de contratos e outros procedimentos não terão nenhum custo associado.

Até quando tenho de mudar?

Até ao final de 2020 decorre o período transitório para adesão ao mercado livre.

Durante esta fase, enquanto permanecer no mercado regulado, continuará ligado ao seu fornecedor atual, cujo preço é fixado pela ERSE através da tarifa transitória, sujeita a revisão trimestral.

Mudança de comercializador
O meu contrato tem fidelização?

Quando adere a um novo tarifário, está a celebrar um contrato com um comercializador, com cláusulas especificas de acordo com o serviço pretendido. Na maioria das situações de fornecimento de energia em baixa tensão normal (comum no segmento doméstico), os contratos não possuem prazo de fidelização.

No entanto, se estiver previsto um prazo de fidelização no seu contrato atual e pretender mudar de comercializador, terá que compensar o atual fornecedor para resolver o contrato.

A fidelização está normalmente associada à prestação de serviços adicionais, devendo os custos associados estar bem definidos no corpo do contrato. Caso não encontre o seu contrato, verifique se tem a ficha contratual padronizada, sempre disponibilizada pelos comercializadores, onde consta toda a informação relativamente à oferta comercial aderida.

Como resolver um contrato?

Para proceder à resolução do contrato de fornecimento de energia elétrica e/ou gás natural, deverá enviar a comunicação por carta registada com aviso de receção, num prazo não inferior a 30 dias de antecedência da data em da produção de efeitos.
No caso de clientes empresariais com consumos superiores a 1GWh de Gás Natural, o prazo de antecedência de comunicação não pode ser inferior a 60 dias.

Podem ser levantadas objeções a um pedido de mudança de comercializador?

Sim. As situações impeditivas são definidas pela ERSE:

 

  • Identificação insuficiente ou inválida da instalação;
  • Sobreposição de pedidos de mudança de comercializador;
  • Potência indicada não normalizada ou superior à potência requisitada ou licenciada;
  • Dados do cliente não coincidentes com os registados;
  • Existência de processos de fraude;
  • Valores em dívida ao Comercializador de Último Recurso, que não tenham sido contestados junto de tribunais ou de entidades competentes para a resolução extrajudicial de litígios.
Preciso de mudar de contador?

Não. Só será necessário substituir o contador no caso de houver alteração do seu perfil de consumo, que determine tecnicamente a necessidade de o substituir.

Que mudanças podem ser necessárias?

Pode ser necessário alterar o equipamento, no caso de haver alteração do perfil de consumo (por exemplo, de mudar de um plano simples para um plano bi-horário ou realização de uma leitura extraordinária). Estas alterações são executadas pelo Operador da Rede de Distribuição, cumprindo prazos e regras definidos pela ERSE.
No caso de ser necessária uma atuação no local de consumo (por exemplo, alteração no equipamento de medida ou realização de uma leitura extraordinária) os prazos de mudança de comercializador dependem do agendamento e execução das intervenções solicitadas pelo operador da rede de distribuição, cujos prazos e regras são também definidos pela ERSE.

Qual a duração típica de um processo de mudança de comercializador?

A mudança de comercializador deverá ser concluída no prazo máximo de 20 dias, quando não seja necessária qualquer atuação no local de consumo.

Como se processa a mudança?

Depois da assinatura do novo contrato, o comercializador solicita a mudança de comercializador ao gestor do processo de mudança de comercializado (GPMC), no prazo aproximado de 5 dias úteis.

O processo de mudança de comercializador demorará aproximadamente 15 dias, para o inicio da vigência do seu contrato com o novo comercializador.

Nesse momento é enviada uma leitura pelo Operador da Rede de Distribuição, através do GPMC, utilizada pelo antigo comercializador para registar o contrato resolvido e emitir a última fatura. Esta também é utilizada pelo novo comercializador, para iniciar a vigência do novo contrato.

No prazo máximo de 60 dias, irá receber a primeira fatura do seu novo comercializador. Caso se trate de um contratado dual (eletricidade e gás natural) este prazo poderá estender-se até aos 75 dias.

É necessária inspeção à instalação e equipamentos a gás ao mudar de comercializador?

Não é necessário realizar qualquer inspeção à instalação de equipamentos desde que tenha um contrato de gás natural ativo e o titular do contrato se mantenha.
No caso de imóveis que não tenham qualquer contrato de fornecimento de gás natural, é sempre necessário proceder a uma inspeção à instalação e aos equipamentos a gás.

Quanto tempo demora o novo tarifário a entrar em vigor?

Após a celebração de contrato, o mesmo será submetido a uma validação pelo Gestor do Processo de Mudança de Comercializado (GPMC).

É um processo rápido e que visa verificar dados técnicos e comerciais referentes ao local de fornecimento. Assim que o processo for validado, é comunicado ao Cliente o dia a partir do qual o serviço fica ativo com o novo fornecedor. A partir dessa data, passará a usufruir das vantagens do plano contratualizado.

Reclamações
Livro de Reclamações Eletrónico

Livro de Reclamações Eletrónico  é uma plataforma digital integrada no programa “SIMPLEX + 2016” e envolve a Direção-Geral do Consumidor e as entidades reguladoras dos diversos setores.

Nesta plataforma, poderá apresentar as suas reclamações e/ou solicitar informação sobre os serviços de eletricidade e gás natural, bem como dos restantes serviços públicos essenciais (água, resíduos, comunicações eletrónicas e serviços postais).

Direitos e deveres dos consumidores de energia

Os direitos dos consumidores estão previstos no artigo 60.º da Constituição Portuguesa e na Lei da Defesa do Consumidor, Lei n.º 24/96, de 31 de Julho, alterada pelo Decreto-Lei n.º 67/2003, de 8 de Abril, correspondendo aos seguintes direitos:

Direitos

 

  • Direito à Qualidade dos Bens e Serviços
  • Direito à Proteção da Saúde e da Segurança Física
  • Direito à Formação e à Educação para o Consumo
  • Direito à Informação
  • Direito à Proteção dos Interesses Económicos
  • Direito à Prevenção e Reparação de Prejuízos
  • Direito à Proteção Jurídica e uma Justiça Acessível e Pronta
  • Direito à Participação e Representação

Deveres

 

  • Dever de Consciência Crítica
  • Dever de Cumprimento das Obrigações Contratuais
  • Dever de Colaborar com os Operadores das Redes no Cumprimento das Disposições Legais
  • Dever de Consciência Ambiental e de Consumo Eficiente

Para além dos direitos e deveres anteriormente mencionados, deve também ser levado em consideração o Regulamento de Relações Comerciais do Setor Elétrico; o Regulamento da Qualidade do Serviço do Setor Elétrico e o Regulamento Tarifário do Setor Elétrico.

O que fazer em caso de litígio de consumo?

Em caso de litígio de consumo, definido nos termos do disposto na Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, o consumidor pode recorrer a uma Entidade de Resolução Alternativa de Litígios de Consumo com competência no local do seu domicílio ou, em caso de inexistência, pode em alternativa recorrer ao Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo (CNIACC).
Estas informações não dispensam a consulta da Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro e do Regulamento (UE) n.º 524/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2013.

 

Em caso de litígio de consumo quais as entidades de resolução alternativa de litígios de consumo, a que o Cliente poderá recorrer?

 

  • CNIACC – Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo
  • CIAB – Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Consumo/Tribunal Arbitral de Consumo – Braga e Viana do Castelo
  • CACCVA – Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave/Tribunal Arbitral
  • CICAP – Centro de Informação, de Consumo e Arbitragem do Porto
  • CACCDC – Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Distrito de Coimbra
  • CACCL – Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa
  • CIMAAL – Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Consumo do Algarve
  • ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
  • Mais informações em Portal do Consumidor
Simuladores
Que leituras do consumo de energia devo introduzir no “Simulador Avançado”?

Para que o simulador apresente resultados de consumo anuais ajustados aos consumos do utilizador, aconselha-se a introdução dos dados das faturas baseadas nas leituras enviadas pelo consumidor ao comercializador de energia, e não os dados das faturas baseados em leituras “estimadas”.

Deste modo, aconselha-se a introdução dos dados de, pelo menos, uma fatura referente a um mês de inverno (exemplo: janeiro) e outra referente a um mês de verão (exemplo: junho).

 

As leituras a introduzir não poderão ter um intervalo superior a um ano entre a primeira leitura introduzida e a ultima leitura introduzida.

Para que posso utilizar a opção “Filtrar resultados”?

A opção “Filtrar resultados” pretende permitir ao utilizador visualizar apenas os resultados conforme às opções previamente escolhidas. Desde modo, para utilizar esta opção, deve selecionar as opções disponíveis e, seguidamente, a opção “Filtrar resultados”.

Como são ordenados os resultados da simulação?

Os resultados da simulação são sempre apresentados por ordem decrescente, iniciando-se pela proposta de poupança anual de energia mais económica.

No entanto,  este resultado pode implicar a obrigatoriedade de envio de fatura eletrónica e/ou pagamento via débito direto, pelo que deve sempre verificar as condições contratuais propostas por cada comercializador – “SABER MAIS”.

Como selecionar o meu perfil de utilização de equipamentos?

ECO/MODERADO Considera que o utilizador irá ligar as maquinas de lavar loiça, roupa e/ou secar, no horário mais económico e realizar uma utilização dos equipamentos de uma forma mais eficiente.

 

UTILIZAÇÃO COMUM Considera uma utilização típica dos equipamentos, distribuindo o consumos dos equipamentos pelo horário mais económico e menos económico.

 

UTILIZAÇÃO INTENSIVA – Considera que o utilizador tem uma utilização dos equipamentos acima do esperado e não se preocupando em ligar os equipamentos no horário mais económico.

 

NÃO SEI – Considera uma utilização dos equipamentos moderada dentro do horário em que o utilizador se encontra na habitação.

Que leituras devo introduzir no “Simulador PME”?

O simulador PME obriga o utilizador a introduzir, pelo menos, duas leituras de consumo de energia.

Para que o simulador apresente resultados de consumo anuais ajustado aos consumos do utilizador, aconselha-se a introdução dos dados das faturas baseadas nas leituras enviadas pelo consumidor ao comercializador de energia, e não os dados das faturas baseados em leituras “estimadas”.

Deste modo, aconselha-se a introdução dos dados de, pelo menos, uma fatura referente a um mês de inverno (exemplo: janeiro) e outra referente a um mês de verão (exemplo: junho).

 

As leituras a introduzir não poderão ter um intervalo superior a um ano entre a primeira leitura introduzida e a ultima leitura introduzida.